23 de outubro de 2010
À mão de ler (97)
22 de outubro de 2010
21 de outubro de 2010
«É bom trabalhar nas Obras» (45)
À mão de ler (96)
19 de outubro de 2010
Nem sempre a lápis (95)
«Cheguei hoje, pelas 6h30, a Delhi, estourada mas ávida por sentir a cidade. Vínhamos do aeroporto de táxi, houve uma cena que me fez lembrar quando fomos a Marrocos e o polícia enfiou dois estalos num homem na fronteira, em Ceuta.
«É bom trabalhar nas Obras» (44)
- Quem me dera ter avisado o Tony que não viesse para cá – disse Bravo. Usa o mais que perfeito do substantivo, pensou Renzi, tão cansado que lhe surgiam esse tipo de ideias típicas da época em que andava na Faculdade e se punha a analisar as formas gramaticais e a conjugação dos verbos. Às vezes, não entendia o que lhe estavam a dizer porque se distraía a analisar a estrutura sintáctica como se fosse um filólogo embalado pelos usos tergiversados da linguagem. Agora, sucedia-lhe cada vez menos, mas quando estava com uma mulher, e lhe agradava o modo como falava, levava-a para a cama pelo entusiasmo que lhe provocava vê-la usar o pretérito perfeito do indicativo, como se a presença do passado no presente justificasse qualquer paixão. Neste caso, tratava-se só do cansaço e da estranheza que lhe causava estar nesta povoação perdida, e quando voltou a ouvir o barulho do bar deu-se conta de que Bravo lhe estava a contar a história da família Belladona, uma história igual a qualquer história de uma família argentina do campo, mas mais intensa e mais cruel.»
[Ricardo Piglia, Alvo Nocturno; em tradução para a Teorema;
18 de outubro de 2010
Por mor das minhas habilidades...
17 de outubro de 2010
Às vezes, lá calha...
Nem sempre a lápis (94)
«É bom trabalhar nas Obras» (43)
15 de outubro de 2010
Às vezes, lá calha...
Nem sempre a lápis (93)
À mão de ler (95)
14 de outubro de 2010
13 de outubro de 2010
Porque a Net fornece um novo dia
«O próximo concerto é em finais de Janeiro na Gulbenkian. Os bilhetes estão esgotados há muito tempo. Vai a Gulbenkian encher-se de empalados para o ouvir. Os empalados, para quem não sabe, são aquelas pessoas que tem um pau enfiado pelo cu acima e se movimentam, muito sérios, muito direitos, digníssimos, sorrindo aqui e ali, pelos corredores dos teatros e auditórios. Em todo caso, se algum empalado - impossibilitado de ir ao concerto ou apertadinho com a crise instalada - quiser, mediante preço a acordar, dispensar-me um bilhete, eu aceito.»
Nem sempre a lápis (92)
À mão de ler (94)
11 de outubro de 2010
Às vezes, lá calha...
Nem sempre a lápis (91)
À mão de ler (93)
10 de outubro de 2010
9 de outubro de 2010
Nem sempre a lápis (90)
«É bom trabalhar nas Obras» (42)
A telefonista estava nervosa, no caso de um assassinato todos crêem que lhes vão complicar a vida. Durán era um encanto, tinha-a convidado duas vezes para sair. Croce pensou de imediato que Durán queria saber coisas, por isso a convidou; a pequena podia dar-lhe informação. Ela tinha-se recusado, por respeito para com a família Belladona.
- Perguntou-te algo específico?
A pequena pareceu enroscar-se, enrolar-se, como um espírito na lâmpada de Aladino, de que só se via uma boca vermelha.
- Queria saber com quem Luca falava. Foi o que me perguntou. Mas eu não sabia nada.
- Telefonou para a casa das irmãs Belladona?
- Várias vezes – disse Coca. – Falava sobretudo com Ada.
- Vamos telefonar-lhes, quero que venham reconhecer o cadáver.
A telefonista marcou o número de casa dos Belladona. Tinha a expressão satisfeita de alguém que é protagonista de uma situação excepcional.
- Olá, está?, aqui Hotel Plaza – disse. – Uma chamada para as meninas Belladona.»
[Ricardo Piglia, Alvo Nocturno; em tradução para a Teorema;
7 de outubro de 2010
Nem sempre a lápis (89)
À mão de ler (92)
5 de outubro de 2010
Nem sempre a lápis (88)
[O catalão é muito bonito; para mim, tem uma sonoridade familiar ancestral.]
«É bom trabalhar nas Obras» (41)
«Até que por fim, uma tarde, viram-no entrar, divertido e conversador, com uma das duas irmãs, com Ada, dizem, no bar do Plaza. Sentaram-se a uma mesa, num canto afastado, e passaram a tarde a conversar e a rir-se em voz baixa. Foi uma explosão, um esbanjar de alegria e de malícia. Nessa mesma noite, começaram os comentários em voz baixa e a subida de tom das versões.4 de outubro de 2010
3 de outubro de 2010
«É bom trabalhar nas Obras» (40)
1 de outubro de 2010
Porque a Net fornece um novo dia
Nem sempre a lápis (87)
À mão de ler (91)





















