5 de dezembro de 2011

Porque a Net fornece um novo dia

1 comentário:

  1. Não meu, não meu é quanto escrevo,
    A quem o devo?
    De quem sou o arauto nado?
    Porque, enganado,
    Julguei ser meu o que era meu?
    Que outro mo deu?
    Mas, seja como for, se a sorte
    For eu ser morte
    De uma outra vida que em mim vive,
    Eu, o que estive

    Em ilusão toda esta vida
    Aparecida,
    Sou grato. Ao que do pó que sou
    Me levantou.
    (E me fez nuvem um momento
    De pensamento).
    (Ao de quem sou, erguido pó,
    Símbolo só).

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