8 de julho de 2012

Papiro do dia (237)

«O coala
“O coala é levado às cavalitas pela mãe” e isso parece excelente também aqui nas ruas do México, em que as mães levam os filhos às cavalitas e também na europa os meninos vão às cavalitas e também nas inundações e por vezes nos incêndios e por vezes nos terramotos, é bom sempre este dorso de cavalo que a mãe tem e que permite que os meninos subam às suas cavalitas e pensem que é uma brincadeira o que afinal é desespero.»
[Gonçalo M. Tavares, Canções Mexicanas; Relógio d’Água, Novembro 2011]

23 comentários:

  1. Todo, numa destas tardes de sorna ;)

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  2. E então? Qual é o veredicto? :)
    (Nunca li, aproveito para recolha de informações)

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  3. Nunca leu Gonçalo M. Tavares? Também andei uns anos «bloqueado» com uma 1ª página, mas desde que venci o bloqueio dessa frase - «Estás vestido como no século passado, já ninguém pensa assim» - digo-lhe que ainda não acabei «Aprender a Rezar na era da Técnica» e «Uma viagem à Índia».
    Vou lendo, abro ao acaso e é ele que determina a leitura.
    Respondi? :)

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  4. Continuando, posso dizer o mesmo dos livros da série «O bairro».
    Ora, um bairro não se lê/visita de uma só vez; percorrem-se as ruas/os títulos :)

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  5. Eu já li o "Jerusalém" e fiquei fascinada, conquistadissima.
    Mas foi o único dele que li, tirando pequenos pedacitos aqui e ali de "Uma viagem á Índia" e "Short movies".
    Deste "Canções mexicanas" que tal foi? :)

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  6. A série "O bairro" e os chamados livros pretos, são o que mais me chama dele até :)

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  7. Olhe, se tem e usa o MSN, faça adesão do e-mail e «chatamos» por lá.
    Mais fácil e agora vou regar, com a sua licença :)

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  8. Também vou actualizar as leituras. "Chateio-o" brevemente.
    Toda a licença para banhos em plantas :)

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  9. Se me dão licença:
    talvez o Gonçalo M. Tavares seja mesmo para digerir assim, aos bocadinhos, de vez em quando. Eu delicio-me com os excertos que se vão publicando por aqui. Por isso, peguei no "Aprender a Rezar..." e li-o de uma assentada. Mas, sou sincera, estive à beira da congestão...

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  10. Honestamente Gonçalo M Tavares nunca me entediou :) Muito pelo contrario!

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  11. «Honestamente Gonçalo M Tavares nunca me entediou»; a mim, entedia-me a arrogância da ignorância

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  12. disse alguma coisa que não devia? ou a mensagem da arrogância não me era especificamente dirigida? (sim, talvez haja aqui um tanto de egocentrismo)

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  13. Que disparate :)
    Referia-me e refiro a uma certa presunção em relação ao Gonçalo.
    Já ouvi gente rotulada como «conceituada» dizer (e escrever) que não gostam da literatura que o Gonçalo escreve, e lembro-me sempre do caso do Saramago (não lido) que um coro de ignorantes (a tal arrogância da ignorância) afirmou ser um mau livro, ou uma merda.
    Conhece a história ;)
    Fique bem e não se «cheteie» e falemos pelo chat, fiufiu...
    (sou muito preguiçoso a escrever e então aqui...)

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  14. Ahhhhhhhhhhh entendido!
    Sou bastante distraída e então ás vezes faço asneiras sem dar conta, daí estar a salvaguardar o caso :)
    Quanto a isso, Gonçalo lembra-me Saramago inúmeras vezes por inúmeros factores, mesmo sendo tão diferentes um do outro, e esse é um deles... Mas enfim, há opiniões e opiniões, eu cá fico com a minha (enquanto não houverem razões para a mudar).

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  15. Naice :)
    Vou ler «curtas-metragens», dele...

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  16. faça isso e traga excertos e veredicto! Bon voyage!

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  17. Bem, com a "congestão" eu não queria dizer que o livro me entediou. Mas a sua qualidade literária é tão densa e o tom tão seco que me começou a pesar no estômago. Por isso, achei que ler como o fallorca diz (abrindo ao acaso e ir lendo) talvez seja uma boa solução para evitar uma certa overdose (sem prejuízo para a qualidade, repito, as coisas boas também podem provocar overdoses ;).

    De resto, tenho ainda o "Jerusalém" para ler.

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  18. Bom, vou enviar o link deste papiro ao Gonçalo :)

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  19. O "Jerusalém" está nos melhores que já li sem duvida, não que tenha um grande reportório mas ainda assim :)
    Faça isso faça ;)

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