2 de janeiro de 2011

Nem sempre a lápis (116)

Repugna-me — porque seria ainda mais trágico dizer que me faz sorrir — a mágoa com que alguns se queixam por se sentirem estrangeiros rejeitados pela sociedade que insistem em integrar, sustentar obsessivamente; pela geração que pretendem incorporar ou a teia antropofágica da família. Dedico-me, com êxito, à demissão de todas essas amarras e, decorridos vinte e muitos anos, chego à conclusão de que já nem sequer vivo em Carnaxide, mas apenas numa casa em Carnaxide.

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