7 de dezembro de 2012

Nem sempre a lápis (339)

água tatuada
(1999)
Tem por única dor o rosto. Tudo o resto é progressão do medo, duplicidade da voz no deserto da pele. Nunca outra ave me doeu no peito, como o voo adiado ou interrompido sob o sangue.
Eu trabalho para que o teu sexo me amordace, num beijo mortífero e demorado.
[fizeram-se aqui]

2 comentários:

Anónima Singular disse...

Este foi logo a correr para a minha parede branca :)

fallorca disse...

«Suje-a» só com as gradações da luz :)