«No final ela morre e ele fica sozinho, embora na realidade tivesse ficado sozinho vários anos antes da morte dela, de Emília. Digamos que ela chama-se ou chamava-se Emília e que ele chama-se, chamava-se e continua a chamar-se Júlio. Júlio e Emília. No final Emília morre e Júlio não morre. O resto é literatura.
3 de julho de 2010
À mão de ler (48)
«No final ela morre e ele fica sozinho, embora na realidade tivesse ficado sozinho vários anos antes da morte dela, de Emília. Digamos que ela chama-se ou chamava-se Emília e que ele chama-se, chamava-se e continua a chamar-se Júlio. Júlio e Emília. No final Emília morre e Júlio não morre. O resto é literatura.
Às vezes, lá calha...
2 de julho de 2010
Estou para aqui assim...
À mão de ler (47)
Às vezes, lá calha...
1 de julho de 2010
Breve interlúdio musical
Desculpe, mas não se importa de repetir...
... não é por nada, é só para a gente - os utilizadores - se mijar a rir, enquanto enfia mais uma roda num buraco... enquanto continua a praticar golf rodoviário no Allgarve
À mão de ler (46)
Nem sempre a lápis (50)
Às vezes, lá calha...
30 de junho de 2010
Souvenirs (15)
«É bom trabalhar nas Obras» (16)
À mão de ler (45)
«Passei o último serão a escolher as coisas que ia levar, sabendo que para onde ia não havia carrinhos de bagagem, escadas rolantes nem bagageiros que me facilitassem as coisas. Despedira-me de todos e já estava possuído pela habitual alegria de me pôr a caminho, a sensação de alívio sempre nova que me inunda por saber que ninguém poderá alcançar-me, que não tenho marcações feitas nem me esperam em lado nenhum, que não tenho compromissos a não ser os que o acaso possa originar. Adoro misturar-me assim com a multidão, tornar-me um viajante qualquer, liberto do meu papel, da imagem que temos de nós próprios e que por vezes é uma gaiola tão apertada como a do corpo; com a certeza de não dar de caras com alguém com quem tenha a obrigação de conversar e com a liberdade de mandar para o diabo o primeiro que tente fazê-lo.»
[Tiziano Terzani, Disse-me Um Adivinho; trad. Margarida Periquito, Tinta-da-China, Novembro 2009]






