15 de novembro de 2010

... e a mim, apagam-me aos poucos

adeus Pompy, minha sombra branca
Novembro 2001 / Novembro 2010

19 comentários:

maria disse...

a mania de morrer.

fallorca disse...

São os desvelos da «qualidade de vida no campo»; puta que os pariu!!

{anita} disse...

oh
:(

João Lisboa disse...

RIP Pompy.

Sininho disse...

Havia de ser proíbido... :(
Um abraço

maria disse...

Fallorca,

no campo ou na cidade, somos sempre só nós, o que me lembra de novo o escritor José Rentes de Carvalho filhadaputeando em todas as direcções (bardamerda também com o acordo ortográfico) porque não lhe aturam o cão quando gane ou late, etc.

às vezes (oh luxo) penso (luxuosamente) no país que teríamos agora se tanta gente com a cabeça no sítio não tivesse dado à sola (chamem-lhe exílio, emigração, a puta que os pariu) quando sentiram medo por si e não pelos outros.

sou filha de um gajo que não se pirou nem quando lhe acenaram com comissões de casa, carro e viagens. um gajo que passou por mil e uma merdas para ajudar a garantir que aquilo que lhe foi negado desde sempre, o direito a estar na sua terra, a falar a sua língua, pudesse ser legado aos filhos, dele e dos outros, cães incluídos.

a mania de morrer tê-lo-á visitado por mais de uma vez.

salamandrine disse...

:(((

beijo :(

hmbf disse...

Poucas vezes me senti tão triste como quando me morreram os cães.

Kássia Kiss disse...

Ooooooh!

Lágrimas sinceras...

MCS disse...

:-(
já passei por isso e sei o que custa.
força.

fallorca disse...

Obrigado.
O Pompy era a última ligação a um universo reles, mesquinho, doloroso.
Abandonei-o; tive de fugir.
Só me resta uma alternativa; considerar-me desvinculado, para não enlouquecer.

manuel disse...

"Nietzsche veio pedir ao cavalo perdão por Descartes. A sua loucura (portanto o seu divórcio da humanidade) começa no
instante em que chora sobre o cavalo.

É este Nietzsche que amo, da mesma forma que amo Tereza, acariciando nos seus joelhos a cabeça de um cão mortalmente doente. Vejo-os lado a lado: os dois se afastam do caminho no qual a humanidade, senhora e proprietária da natureza, prossegue a sua marcha para a frente."

Milan Kundera

Sara disse...

Caraças, chego aqui, primeira vez de visita, e vejo isto. Das últimas vezes que o vi, noutras paragens que não aqui, era o pompy quase bebé. Que merda, pá.

fallorca disse...

Lamento tê-la recebido assim...

Sara disse...

Se fores ao teu e-mail do galo...Perceberás que tratar-me por você, ainda que esteja mais velha, é despropositado. :)

fallorca disse...

Sara, esse e-mail foi à vida. Mas como tenho moderação de comentários, identifica-te aqui.
Também fiquei a ver navios com o teu perfil

margarete disse...

pedrinha n'alma :(

um abraço.

imo disse...

há funerais que têm que se fazer muitas vezes...
que o melhor dele permaneça em ti.

Marta disse...

abraço :(