3 de maio de 2011

Nem sempre a lápis (158)

Primeiro, foi a mesa; três prateleiras para os livros não ocuparem espaço, aposentadas. Aproximo-me do oficial carpinteiro, pega-lhes com jeito e vejo-o recuperar a madeira que não vi no Natal e escapou à vontade de rachar lenha para acender a salamandra; exercitar a memória. «A madeira precisa de ser acariciada», explicava-me, a esboçar um tampo de piano no espaço que eu imaginara rectangular, «a direito toda a gente faz.» Agora, é a cancela; já deu tudo o que tinha a dar, para se entrar e sair. Trata-se de chumbar memórias de serralharia no muro da casa da Nico, fotografadas em Tânger e em Asilah.

3 comentários:

N. disse...

olha, pra que saibas, carpintaria e desenho sempre foram as duas coisas que eu mais quis (muito) saber fazer e para as quais nunca me achei capaz. E eu tinha (e tenho) sempre tanto projecto na cabeça prás marcenarias... [suspiro]

mas já desmontei uma sanita para recuperar uns atacadores verdes que foram na água do banho (dos ditos)

N. disse...

por acaso estava a esquecer-me que já mudei umas fechaduras e, na altura, comprei e usei um formão para desbastar a madeira e correu muito bem.
talvez eu deva investir nisso. Das carpintarias, digo.

fallorca disse...

Pensei que pensavas em investir em resgatar atacadores de sanitas; verdes, saliente-se
eheheh