3 de setembro de 2010

Nem sempre a lápis (76)

Esta venenosa vocação, este fascínio pelo quotidiano suspenso, pela delicada decantação da monotonia. Furto-me à convivência gratuita, à integração; deambulo pela casa, troco a perna cruzada para olhar com outra perspectiva o que me pode acontecer lá fora, interromper a ressonância do argumento que interpreto. Reflectido na luminosidade da ausência, o interior do meu cérebro assemelha-se cada vez mais com o da casa; este sítio, onde a noite entra para que eu «pendure o chapéu».

2 comentários:

N. disse...

bonito, fallorca, bonito! :-)

fallorca disse...

Bonito é bonito; entrou em desuso com o giro ;)